Notícias

  • OEIRAS DIGITAL - E SE UM DEPUTADO RESOLVESSE FALAR CONSIGO? ESTRANHO, NÃO É?

    Dia 23 de Outubro tomei posse como deputado na Assembleia da República, eleito pela lista da Coligação Portugal à Frente, fruto das passadas eleições.

     

    Segundo a ordenação da lista pela qual fui candidato, estava eu em 22º lugar em 47 efetivos possíveis e com muito orgulho! Foi aliás esse o primeiro lugar atribuído a Oeiras, numa lista encabeçada pelo próprio 1º Ministro e que continha gente de todo o distrito de Lisboa (16 concelhos), entre recandidatos, governantes e outros reputados oeirenses.

     

    Ora como pela Coligação Portugal à Frente, foram eleitos 18 deputados no círculo eleitoral de Lisboa, isso quis dizer que só poderia ser chamado em regime de substituição. Algo que até aconteceu de imediato e que à data em que será publicado este artigo, poderá ou não continuar. Aliás, provavelmente será assim, todo o mandato. Entre “entrar” e de novo “sair”, sempre em substituição. Mas... e daí?

     

    Como cidadão, sempre estive activo e informado e já que fui empossado nessa qualidade de deputado - função que deve representar o povo - entrei para trabalhar. Independentemente da duração! A mim parece-me óbvio e normal. É para isso que me pagam.

     

    De imediato resolvi lançar uma plataforma gratuita de contacto com todos os eleitores e disso dar conhecimento ao maior número possível de pessoas. Até porque como deputado, represento todo o país e quero saber o que pensam.

     

    O que se seguiu, foi pois agradavelmente surpreendente!

     

    Centenas e centenas de respostas de volta (e ainda continuam a chegar mais), onde cidadãos manifestaram o seu espanto positivo em receber uma carta de apresentação de um político, para mais fora do período eleitoral, apelando à participação e deixando inclusivamente um contacto para resposta, sem sequer se preocupar em saber em quem votaram. Chegaram até mim petições, perguntas, documentos, saudações. Algumas das respostas que recebi, verdadeiramente tocantes e que não esquecerei.

     

    Ficou provado que as pessoas estão disponíveis para esta abordagem e consideram-na uma boa medida!

     

    Claro que nem tudo foi bom.

     

    Tomei por exemplo, conhecimento de um blogue, alegando que eu teria eventualmente tido acesso a uma base de dados proibida. Um argumento de filme de Hollywood – série B e de baixo investimento. Dizia-se ainda que “haviam pessoas que não tinham cedido o seu contacto e que era pois uma vergonha o tal deputado sequer contactá-los”... enfim! Ao menos com essas afirmações, deram-me publicidade grátis e aumentaram as visitas. Sempre cheguei a mais casas. Obrigado!

     

    Ora, como todos sabemos, não obstante os endereços de toda a gente e mais alguma circularem pela internet fora e recebermos spam todos os dias, de múltiplas proveniências, simplesmente me dei ao trabalho de reunir os e-mails recebidos daqui e dali, muitos deles cedidos por inúmeros amigos que entenderam que essas pessoas queriam ser contactadas e enviar. Quem não quer receber mais, basta disso dar-me nota ou carregar no botão inferior da newsletter enviada e plim! Magia! O senhor deputado nunca mais lhes escreverá, nem lhes pedirá a opinião.

     

    Ainda assim, continuará a representar toda essa gente, que não quer participar!

     

    Portanto, recapitulando: para alguns a máxima é a de que “os políticos devem estar longe do povo e não lhes tentar falar.” Céus! Gente estranha, esta.

     

    Chegou ainda ao meu conhecimento, que alguns responsáveis políticos com responsabilidades, ficaram melindrados com esta minha iniciativa. Alguns alegaram que o site era “demasiado egocêntrico”. Tinha fotos minhas muito grandes. A biografia não era a seu gosto. A bandeira portuguesa também não.

     

    Talvez fosse melhor andar escondido. Ou... não falar com ninguém! E a bandeira portuguesa? Mas não estamos em Portugal? Temos vergonha de ser portugueses e de ostentar a nossa bandeira? Só serve para os jogos de futebol?

     

    Bom... de facto podia ter colocado antes a do nosso concelho de Oeiras, que até gosto muito.  Mas como ser deputado é tarefa de âmbito nacional, julgo que faz mais sentido assim. Mas essas personalidades não acharam. Agora o problema é que a grande maioria gostou... vejam lá, tenham cuidado... que talvez sejam vocês que já não acompanham a corrente de opinião.

     

    Ora, o meu estilo de facto é outro e quem me conhece bem, sabe disso.

     

    Comigo, ter um cargo político é sempre com transparência e com contacto permanente com os eleitores. Saio à rua, volta e meia ando de transportes, ouço as pessoas e converso com elas. Não tenho medo dos boatos, nem das mensagens ou das cartas anónimas, nem das invejas, nem dos riscos no carro e muito menos dos alegados “fazedores de opinião”, que normalmente só têm a dizer sempre que sim, os yes man do costume.

     

    Se se dedicassem antes a qualquer disciplina espiritual, como a meditação ou o  yoga,talvez tivessem menos rancor, inveja ou maldade dentro de vós. Fica aqui a sugestão e eu até posso ajudar. Ficarão bem mais felizes e menos preocupados comigo!

     

    É que pela minha parte, estou sempre pronto para ajudar quem a mim se dirija, pronto para dar um abraço a quem o quiser receber, pronto para estar com a população tal e qual sou. Sem subterfúgios, sem falsas promessas. Sempre a fazer voluntariado desde que me conheço e sem mudar de personalidade, de valores ou de princípios, um milímetro, apenas por estar nesta ou naquela função. Por mais nobre que eventualmente seja!

     

    É que o poder a mim não me cega, jamais. Antes me confere mais responsabilidade.

     

    Se assim não fosse, não presidiria hoje a uma associação centenária que salva vidas diariamente, reeleito novamente por mais cinco anos e a custo zero, ou me arriscaria a fundar mesmo outra e a levantá-la do nada, realizando não só inúmeras iniciativas culturais, como ainda ajudando famílias carenciadas e diversa população sem abrigo. Aliás, até também isso: a contragosto de alguns, curiosamente.

     

    Por isso caros leitores, vos digo alto e a bom som:

    Estou em www.armandosoares.pt e se quiserem escrever-me, o endereço é este aqui:mail@armandosoares.pt

     

    Quer na qualidade de cidadão interessado, dirigente associativo, deputado, ou seja o que for no futuro: continuarei a ouvir-vos, a falar convosco e dar voz às preocupações de todos nós. As opiniões não me metem medo e não me escondo.

     

    É que comigo sempre foi, é e será sempre assim. De resto, a ideia é mesmo os inertes se sentirem pressionados. Habituem-se e trabalhem!

     

     

    Armando Cardoso Soares

     

     

    P.S. – Hoje tomou posse o XX Governo Constitucional de Portugal. Caras novas e outras conhecidas. Conheço alguns e são boa gente. Que tenham força para levar o nosso país a bom porto e para cumprirem a sua missão. Nos tempos que correm, não é fácil aceitar o desempenho de uma função política. É ser-se escrutinado diariamente, ler e ouvir coisas nem sempre boas, a nosso respeito. Mas vale a pena quando acreditamos fazer a diferença. Que não vos falte a energia e a esperança no futuro. Um abraço meu.