#165 Solitas, solitatis

Matar saudades, é o termo apropriado para designar o desaparecimento, ainda que por ventura temporário desse sentimento.
 
A melancolia determinada pela lembrança, instala-se, até que algo a alivie. 
 
Diz a lenda, que o termo surgiu aquando dos Descobrimentos Portugueses, em que os nossos compatriotas sofriam com a solidão em terras estranhas, longe dos seus entes queridos.
 
Pelo meu lado, sinto sempre saudades. 
 
Sinto saudades de quem gosto. Saudades de situações que vivi. Bom… mesmo daquelas que ainda não vivi… estranho? Talvez… mas “quando em nós habitam simultaneamente várias dimensões do tempo e do espaço” e disso nos apercebemos: o mapeamento espiritual intrínseco, permite esse aparente absurdo coexistente. Comigo pelo menos, é assim.
 
Por isso, vivo desde que me (re)conheço, em permanente estado de saudade. 
 
Vivo nesse modo de sentir tão nosso! Nessa dicotomia em que apesar de me sentir verdadeiramente cidadão do mundo, necessariamente quanto às saudades sou: 
 
 
orgulhosamente português.